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Mãos Sobre a Cidade é antigo, político, e tem muito de hoje

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E aí, beleza?! A dica da vez é das antigas, vai completar 60 anos. Pincei de um tuíte do André Barcinski, no começo deste mês, um dos caras que mais manja de sétima arte e música neste país. No post, ele escreveu assim: “Um clássico do cinema político italiano está no Youtube, com legendas em português: "Mãos Sobre a Cidade" (1963), de Francesco Rosi. Rod Steiger faz um inescrupuloso empresário do ramo imobiliário. Grande filme...”. Pronto, precisa mais? Dias depois fui conferir a produção do diretor que, entre outras coisas, dirigiu Lucky Luciano (1973), e uma versão da ópera Carmen (1984), com direito a participação de Plácido Domingo. Para variar, não assisti a nenhum dos dois. Agora, Mãos Sobre a Cidade, sim. Olha, aviso que é daqueles filmes para quem gosta de bastante diálogo. Política. Problema social. E, por aí vai. Se não for a sua, o risco de cair no sono existe. O longa em preto e branco tem pouco mais de hora e meia, e a história - não é real, mas que poderia ser,...

Não se preocupe, ele não irá longe a pé. É uma dica

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  Joaquin Phoenix em Don't Worry, He Won't Get Far on Foot  Opa, beleza?! Por aqui, na mesma. Isso está longe de ser bom… Bora lá. A dica de hoje é meio confuso no título em português para o Brasil. Na Amazon Prime, assisti como Não Se Preocupe Ele Não Irá Longe a Pé. Daí alguns textos sobre o filme lançado por aqui de 2018 para 2019 o titulam como A Pé Ele Não Vai Longe. Enfim… Na real, eu tropecei nele nestas férias. E, gostei. É dirigido por Gus Van Sant, olha a coincidência, o diretor de entre outras coisas, do Drugstore Cowboy. Que, inspirou o nome deste humilde bloguinho. O filme é baseado na vida de John Callahan. Falecido em 2010, aos 59 anos, foi um cartunista famoso, além de se aventurar também como artista e músico. No longa de quase duas horas, Callahan é interpretado por Joaquin Phoenix. Como um Coringa, o nascido em Porto Rico mandou muito bem, e confirma sua versatilidade. Cada vez mais um baita ator. Volto ao filme. Callahan, um cara irônico, de Portland, ...

Pode até tirar as crianças da sala para ver Mignonnes. Depois, vá cuidar delas

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  E aí, beleza?! Voltei. Das férias. Valeu para curtir a filhota. Nesse período meu filho foi aprovado na Universidade. É Federal. Puta orgulho. Feliz por ele. Bora ao que interessa. A dica da vez. Faz mais de ano, tinha salvo na minha lista da Netflix, esse filme: Mignonnes (Cuties). Mais por fora do que tudo, essa semana que fui dar uma googleada rápida. Meu, do pouco que vi, só aumentou a minha predileção pelo longa francês de 2020 dirigido pela jovem diretora Maïmouna Doucouré, 38 anos, nascida em Paris. No Brasil, parece que o nome do longa saiu como Lindinhas.  Olha, depois que assisti a produção premiada no Sundance Festival, indiquei para uma amiga. A Claudinha já é mãe, avó, assim como eu, tem gente da família com a mesma idade das personagens do filme: 11, 12 anos, por aí. Queria que ela visse para ter uma outra visão. Ela disse mais ou menos assim: “Vi o filme! Gostei muito! A cena final me emocionou! Aí tem a hipersexualização das adolescentes através da dança, ser...

Invasão Zumbi é dica de pai para pai

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  E aí, beleza?! Tempinho atrás, gravei meio sem querer um filme sul-coreano. Passaria em um canal a cabo. Esqueci qual era. Pode me zoar. Invasão Zumbi, ou Train to Busan, ou Busanhaeng (original). De 2016, direção de Yeon Sang-ho. Na real, era uma tarde/noite de um fim de semana qualquer do último mês de 2022. Espalhado em uma cadeira da sala, com os pés em outra cadeirola, sem muita expectativa. Baita engano. Invasão Zumbi está longe de ser apenas um filme de quase duas horas calcado na manjada (e por vezes suficiente) fórmula de mortos vivos aterrorizem uma galera à base de muito sangue. Olha, para mim que sou pai ainda por cima, é um dos melhores thrillers que assisti nos últimos anos. Tudo bem, como se pode notar, faz algumas primaveras que auto alijei deste tipo de gênero. Só que, sei lá, este longa-metragem que é rodado – sem trocadilho – boa parte em cenário imaginado sobre trilhos consegue ir além de uma produção ação/terror convencional. Se ainda não assistiu, resumidame...

A dica da vez é sobre Corpo e Alma. E sonhos

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  Tem uns baratos que não dá pra perceber, que tem mó valor e você não vê, como já rimou Mano Brown. Ainda bem que desta vez deu tempo. Indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2018 – perdeu para o chileno Uma Mulher Fantástica – e vencedor do Urso de Ouro do Festival de Berlim , o húngaro Corpo e Alma é uma boa pedida. Passou no Canal Brasil há umas duas semanas. Tava zapeando e decidi gravar para ver depois. Dei sorte. Soube só depois que o longa de quase duas horas dirigido pelo húngaro bom da peste Ildiko Enyedi “até” que era conhecido. Pelo que dei uma olhada, a produção lançada em 2017 tem no catálogo de vários lugares (Prime Video, YouTube, Google Play, Apple TV). Se estiver a fim de (re)ver, vai lá. Corpo e Alma é… como vou explicar? No começo parece que não vai, e quando você percebe já está naquela de torcer para que tudo dê certo no fim. O filme se passa em um abatedouro e seus funcionários. Em uma alusão rasteira, a direção do húngaro nascido em Budapeste quer...

Mia Madre é uma dica para lembrar de cuidar bem da sua

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  Diz a sabedoria irônica/popular que que no começo você vai em festas de aniversários. Depois, formaturas e casamentos. Mais um tempo tem batizado e festinha de criança. Quando começa a parte dos cemitérios, aí cai a ficha que uma hora você vai desta para melhor. Ou pior, ou fica no mesmo lugar, sei lá. Depende da sua crença, acredita? Já passei dos quarenta. Alertas e toques no celular em certas ocasiões me fazem pensar na morte se me pegam de supetão. Sabe, o problema às vezes nem sou eu. Certamente, tenho pelo menos uns 15 anos pela frente, fácil. Eu, acho. A cada período que passa me dá uma tristeza saber que pessoas que você ama e tem uma (s) década (s) à sua frente nesta Terra, se vão para sempre. É uma coisa que geral não está preparado. Mas, é possível? Assisti Mia Madre. É de 2015, filme italiano dirigido por Nanni Moretti que, para variar, também faz parte do elenco. Parece que tem na Apple TV, YouTube, Google Play, e Amazon. Eu havia gravado faz um tempinho – em feverei...

Deixe O Tigre Branco te guiar. Ou, não.

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  Em tempos de dia do Trabalho, ou do Trabalhador, como achar melhor, a dica é O Tigre Branco. Sei, de repente tem pouco a ver. É que, esta produção da Netflix diz muito sobre como é difícil “subir na vida”. Na Índia, na maioria dos lugares. Pois, é, faz tempo que tava na minha lista, e fui ver só agora. Bem bacana. Desconcertante, às vezes. Já assistiu Quem Quer ser Um Milionário , né? Aquele longa bem legal do diretor Danny Boyle, de 2008. Então, The White Tiger em uma fração de segundos dá uma alfinetadinha nele. E em vários minutos de suas duas horas de duração, espeta a sociedade indiana. E várias outras. Do diretor Ramin Bahrani, baseado em livro de Aravind Adiga, concorreu ao Oscar de melhor roteiro adaptado 2021 e perdeu para O Pai . O filme drama e ação tem como linha principal a história de Balram Halwai, um cara que nasceu nos cafundós da Índia, povoado de Laxmangarh, de uma família diria, no mínimo, complicada, de pai explorado, avó megera, e sem muitas perspectivas n...