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Dois meses para o 31 de março. Dá para relaxar?

E aí, beleza?! Faz três meses do dia 30 de outubro. Achei que as coisas estariam melhores. A depender do ponto de vista, estão. Ao menos, como em um mórbido toque de mágica, agora surge aos montes as ações do desgoverno por qual sangrou o país principalmente entre 2019 e 2022. Manifestar surpresa como as mortes em massa de humanos é pura hipocrisia da classe sem classe que manda neste país. Bem como demais que se acham ricos, o que amam puxar saco de ricos. Sem noção. Admite logo que não gosta de índio, é cruel, triste, mas sincero. Pensar que, se falar ao contrário, o risco de ser xingado é tanto quanto. A que ponto chegou. E dá-lhe o discurso de país dividido, polarizado. Lembro quantas vezes considerar necessário: você apoiar a violência, o extermínio de quem é diferente de você jamais estará na mesma balança de você acreditar que todo mundo tenha direito ao básico, e de se expressar. Na paz. No estilo “mantenha os amigos por perto, mas mantenha seus inimigos mais próximos ainda”, a...

Há muito a fazer para manter a democracia bem, e de pé

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  Enfim, um fim de semana mais calmo em 2023. Menos aos terroristas travestidos de patriotas e negacionistas da arte e cultura. No Brasil, geralmente as coisas são assim. Explodem, entra o pessoal responsável para mostrar serviço. Para dar uma satisfação a opinião pública real e, hoje em dia, virtual, anúncios de punições, indignações, nome aos bois – sem intenção de trocadilho – e a sensação de que a Justiça vai ser feita. Até parece que voltamos a um patamar “normal” depois de uns dez anos surreais. Será? O de praxe no país conhecido por empurrar as coisas com a barriga o mais que puder é o cenário esfriar. “Não era bem assim...”, “fulano vandalizou porque quis, ninguém mandou”, “não é hora de revanchismo”, “olha só, esse juiz só quer aparecer (opa, nesse caso, teve outro juiz que apareceu demais entre 2014, 2015, até 2019 e geral achava bom)”, e por aí vai. Ainda falta pescar os peixes graúdos, os reis do gado. Vão passar? Que a porrada de gente fichada por estes dias esteja lon...

Eleição, o primeiro turno com o copo meio cheio. E o meio cheio de cólera

  E aí, beleza?! Alguns dias já se passaram do primeiro turno, muita gente já no modo segundo turno, e sigo confuso. Tem o copo meio cheio, gente bacana se elegeu principalmente para deputados federais. Representantes de minorias, mulheres, travesti, negros, negras, e por aí vai. Aqui, em Mato Grosso do Sul, sério, acreditava em uma vantagem bem maior a favor dos super conservadores/demagogos/ hipócritas na votação para presidente. Tipo 60% para cima. Não chegou a 53. E tem o copo meio cheio. De cólera. Praticamente todos os que passaram em algum ministério deste desgoverno, responsáveis por esse cenário deprimente atual, receberam o aval de boa parte dos brasileiros para seguir com a porradaria em todos os aspectos. Em nome de deus e da família. Deles. Sem contar os pleitos para governadores...difícil. Obrigado, Nordeste! Domingão, plantão de eleições, dia 3, parei de trabalhar por volta da meia noite. Mais triste e desanimado do que cansado. Nas redes e na boca dos “especialistas...