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Universidades sofrem é com cortes, não com cotas

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Meu, tenho muito orgulho de ter estudado em uma universidade pública. No caso, a UFMS, aqui em Campão-MS. Acho que já disse isso. Sou daqueles privilegiados que viu os pais ralarem muito para a gente ter uma educação de qualidade. Consegui formar. Outra “raridade”. Muita gente tem de abandonar por ene motivos. Mais ou menos duas décadas já se passaram desde que peguei meu diploma. Nos tempos de hoje muitos duvidam da necessidade de ter um ensino superior. A tecnologia e outras coisas mudam e vão transformar muito o mercado de trabalho. Enquanto isso, por aqui, sigamos na roça. Por outro lado, espero que as faculdades continuem como uma baita opção. De preferência, pública, para o público. Óbvio, as universidades têm problemas. Não à toa, o campus receber o nome de “cidade”. Universitária. Deste modo, é preciso acompanhar a roda da história. Com muito debate, com olho no futuro, inclusive no modo de gerir. Mais conhecimento, menos lucro. Sem perder a essência, jamais. É ruim ver como m...

Dois mil e vinte: O ano em que a educação do Brasil não passou. E nem vai passar

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  Foi mal, aí, pela demora. Me enrolei no meu trabalho de ‘fato’, daí juntou um monte de coisa e não rolou soltar nada na sexta-feira. Iria escrever a respeito dessa verdadeira bagunça por qual anda o ensino em nível Ministério da Educação. Depois discorrer sobre a crônica incapacidade dos gestores públicos em geral e também os da rede privada em lidar com a situação pandêmica. Uma semana, autoriza alunos a voltarem. No outro dia, muda de ideia. Planejamento que é bom...nota cinco para baixo. Vide o amadorismo no trato com as instituições federais. E, lá vem o Enem. Sei lá, posso parecer radical, mas nem deveria ter este ano. Uma disputa muito, muito desigual… Quem sabe, conversa pra outra hora. Nunca o tradicional “empurrar com a barriga” brasileiro foi exposto de maneira tão trágica como agora. Antes era até simpático, um caldo da cultura e dos costumes deste país varonil. Hoje, a COVID-19 mostra que a brincadeira, o não levar nada muito a sério em várias ocasiões de...

Para começar, desative as notificações

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Cara, desta vez, começo do fim. Eu acho. Geralmente, encerro com umas dicas para desopilar e tal. Ou, não? Que Dilema...Social. Eu tinha visto chamadinha da Netflix quando entrava no aplicativo. Mas, nem dei muita bola. Daí que a newsletter Homework, do André Forastieri, deu a letra. “Você já viu ‘O Dilema Social’? Está lá explícito, em 4K no Netflix, o nível de manipulação a que somos todos submetidos pelos gigantes digitais. E não é teoria da conspiração: são os próprios executivos e engenheiros que criaram o botão de Like do Facebook, o algoritmo do YouTube e companhia entregando o jogo ― e preocupados com os Frankensteins que criaram. Assista, espalhe, mude seu comportamento. A primeiríssima coisa (e isso é particularmente fundamental para sua produtividade, e portanto para seu futuro profissional): desligue as notificações do celular. Elas são vício, desperdício, crack.” E calhou de eu estar sem nada urgente para fazer naquela hora e, bora lá ver esse negócio. The S...

Sem remédio 100% eficaz para voltar as aulas, o risco de efeitos colaterais é alto

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Já aguentou quase um semestre inteiro sem enfiar o filho na escola, agora tem de dar um jeito de segurar mais. Ou menos, depende do esforço coletivo. Para que a pressa se a maioria não aprendeu a lição “anti-Covid” ainda? Sim, eu sei, tem o lado escola, colégio e toda a “cadeia” econômica que o cerca. Mães e pais a sofrerem para pagar, quando a escola é particular, para ter aonde deixar o rebento ou os rebentos, geralmente quando a escola é pública, e para aturarem os estudantes em casa quando a paciência – que nunca tiveram para com os seus - já passou dos dois turnos faz tempo. Olha só, vai que você manda o guri para a escola. Se ele estiver contaminado e não sabe. E, contamina o colega, a professora, a diretora, que fica pistola e resolve te processar? Ou, o contrário, a guria traz o corona para dentro de casa, para a família. Vai culpar o estabelecimento? O coleguinha? Ou assume a bronca? Acho que você já foi criança/adolescente. Sua à beça, fala enquanto cospe, come...