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É preciso levar a sério para que voltem, no máximo, a só matar aulas

  Opa, beleza?! Acho que o título ficou meio tenso, se virou um gatilho, perdão. Pode dar zero. Semana pesada para quem, de alguma forma, tem algum tipo de envolvimento com escolas. Só em 2022 e 2023, o número de ataques em escolas no Brasil já supera o total registrado nos 20 anos anteriores, segundo pesquisadores. Não pode ser mera coincidência o fato de, uns anos para cá, o discurso agressivo-bélico ter contribuído para a escalada das tragédias. Tem uma matéria da BBC News Brasil sobre isso, e tá interessante. Olha, recomendo a você buscar informações de especialistas sobre o assunto. Por aqui, do meu lado, empírico misturado com um quê de emocional, a missão é sempre tentar acessar fontes confiáveis e sempre fugir de explicações simplórias. Como “é falta de de educação em casa”, o autor de ataques como este “já tinha tendência, era problemático, mesmo”. Por mais doloroso de escutar, do que sucessões de opiniões pré-concebidas, soa menos pior o “o que está acontecendo com esse p...

Tarja Branca nos faz lembrar como brincar era um baita remédio

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  E ai, beleza?! A dica de hoje saiu de uma sugestão da Gama Revista, que semana passada veio com uma newsletter com o tema “Como foi a escola?” Bem apropriado, né. Já tem gente que teve ir para a escola, outras começarão o ano de estudar nos próximos dias. De lá, me interessei pela recomendação Tarja Branca – A Revolução que faltava. É daquelas coisas que, tive a sorte de encontrar antes tarde do que nunca. Um documentário produzido há quase dez anos (2014), dirigido por Cacau Rhoden, com roteiro de Marcelo Nigri. Em 1 hora e 20 minutos o documentário tem como partida o brincar, o brinquedo. Sua magia, a sensação de liberdade, o sair dessa robotização. Depoimentos para todos os gostos: José Simão, Alberto Ikeda, Domingos Montagner, Wandi Doratiotto, Antônio Nóbrega, entre muitos nomes conhecidos. Outros, nem tanto, mas com o mesmo peso e conhecimento. Em especial, deu uma sensação boa a energia de Lydia Hortelio. A professora de música e pesquisadora baiana é daquelas que transcen...

Bom dia professora, como vai, a nossa amizade nunca sai

  E ai, beleza?! Feliz Dia do Professor, da Professora. Mesmo que às vezes, a sensação é a de que nem todos aprendem as lições e repetem os mesmos erros. Na eleição deste ano, por exemplo. Segundo site do jornal O Globo, a nova Câmara dos Deputados terá mais ‘delegados’ que ‘professores’. O número de federais eleitos que usaram “delegado” ou “coronel” em seu nome de urna mais do que dobrou nesta eleição. Dos cinco delegados que saíram vitoriosos em 2018, o total pulou para 11 nesta eleição. Entre os que usaram o título de “coronel”, a cifra aumentou de três para sete parlamentares. Ao mesmo tempo, o total daqueles que usaram as palavras “professor” ou “professora” para conquistar o voto do eleitor caiu pela metade, e na próxima legislatura o grupo será de apenas quatro congressistas. É, vou te contar… tá osso. E pensar que, no Brasil, em rápida pesquisa, o Dia do Professor teve origem por conta de uma lei decretada na época do Primeiro Reinado, na época de dom Pedro I, em 1827. Eit...

Parece que a educação no Brasil vive de castigo

Eis que chegamos nas férias escolares do meio do ano. As primeiras para valer depois do fim das principais medidas para frear o máximo possível a Covid. Embora, muitos fizeram questão de fazer o mínimo. Criançada, jovens, e afins têm de se divertir da melhor forma possível. Carpe diem. Já para mães, pais, educadores e quem se importa com o ensino no Brasil, as coisas estão longe do agradável. Ou, aceitável. Saiu na BBC Brasil , que nossa gloriosa nação desperdiça 40% do talento das crianças. Vale muito a pena ler. Encare como uma necessária lição de casa. É visível o quanto a pandemia ajudou a detonar o ensino,sobretudo de quem é pobre. Embora, por a culpa somente no vírus é coisa de ex-aluno preguiçoso que, aliás, já disse que ler não é muito a dele. Com exceção de uns poucos, geral sabe que estudar é uma coisa que se leva para a vida. Ninguém tira de você o conhecimento adquirido. Entretanto, é preciso sempre elevar o sarrafo. Aprender mais e melhor. De preferência, com incentivos de...

O ativismo do atraso também dá voto

    E aí, beleza?! Foi mal, sem dica da vez. Hoje, o papo é para ficar mais entre nós, mesmo. Tropecei na frase do título quando lia um texto de Maria Paula Dallari Bucci, na Folha de S. Paulo, do dia 5 de junho. Nele, a professora da Faculdade de Direito da USP – sério, não sabia que ela teve passagem no Ministério da Educação do governo Lula – aborda principalmente o que está em jogo na eleição deste ano quando o assunto é ensino. Se você conseguir ter acesso ao que ela escreveu, vale muito a pena. Só que por aqui, neste famigerado post do nosso bloguinho, a frase “O ativismo do atraso também dá voto” ganha um significado muito mais amplo. Triste. Não estar nem aí para mortes de quem defende a natureza, ao mandar o crássico “também, quem mandou estar lá”, é de matar. Ou, morrer. Relegar os povos originários a segundo, terceiro plano, é coisa desumana. Eles ajudaram pacas e foram fundamentais para encontrar Dom Phillips e Bruno Pereira. Nem um obrigado mereceram das autorida...