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A mostrar mensagens com a etiqueta indigenas

E se o tal jogador fosse ianomâmi?

  E aí, beleza?! O título do post é, óbvio, uma provocação. Sobre o caso do jogador Daniel Alves, aquele  “que transcende o futebol”, segundo o agora ex-técnico da Seleção, o que mais escuto não deveria me surpreender. Mas, surpreende. “Coitado dele, vai perder tudo o que ganhou”. “Está na cara que ela quer tirar um dinheiro dele”. “A mulher dele o defende porque ainda não teve tempo de pegar uma parte do dinheiro”. Tento argumentar que a suposta vítima – e parece ser, sim e muito - é quem teve a vida destroçada. Imagina o trauma. Ela não quis fazer nenhum tipo de acordo financeiro para resolver a situação. Machismo que vem esmagadoramente de homens, mas também encontra eco em muitas mulheres, segue muito forte. Em uma viagem digna de bons animes, ou desenhos que usam o fantástico imaginário para passar muitas mensagens bacanas - as vantagens de ser um pai com filhos que gostam destas obras – qual seria o ponto de vista caso o acusado tivesse saído de uma reserva indígena. E s...

O ativismo do atraso também dá voto

    E aí, beleza?! Foi mal, sem dica da vez. Hoje, o papo é para ficar mais entre nós, mesmo. Tropecei na frase do título quando lia um texto de Maria Paula Dallari Bucci, na Folha de S. Paulo, do dia 5 de junho. Nele, a professora da Faculdade de Direito da USP – sério, não sabia que ela teve passagem no Ministério da Educação do governo Lula – aborda principalmente o que está em jogo na eleição deste ano quando o assunto é ensino. Se você conseguir ter acesso ao que ela escreveu, vale muito a pena. Só que por aqui, neste famigerado post do nosso bloguinho, a frase “O ativismo do atraso também dá voto” ganha um significado muito mais amplo. Triste. Não estar nem aí para mortes de quem defende a natureza, ao mandar o crássico “também, quem mandou estar lá”, é de matar. Ou, morrer. Relegar os povos originários a segundo, terceiro plano, é coisa desumana. Eles ajudaram pacas e foram fundamentais para encontrar Dom Phillips e Bruno Pereira. Nem um obrigado mereceram das autorida...

Baita aula sobre Genocídio Indígena no Brasil, e muito mais

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  E aí, beleza?! Você já deve saber que escuto alguns podcasts, no momento, a lista tem dez para ser mais exato. Alguns mais, outros com menos frequência, confesso que muitas vezes vou pela embalagem. O título pesa muito. Independente, se segue em minha lista, é porque gosto. Óbvio, né. De tempos em tempos rola umas substituições. Numa dessas, fazia um tempão que não escutava o Chutando a Escada . Aliás, recomendo bastantão, de verdade. E, olha, dei o play neste Genocídio Indígena no Brasil. Foi ao ar no último dia 29. O papo foi com o professor doutor de Direitos Humanos e Direito Constitucional da Universidade Mackenzie-SP, Flávio de Leão Bastos Pereira . Baita episódio, sobre Genocídio Indígena no Brasil. Mas, a dica é de um episódio? Sim, tem mais de uma hora de conversa com o pessoal do Chutando, neste caso o Filipe Mendonça e a Caroline Pavese . O equivalente a duração de um longa-metragem. A conversa de longa duração me comoveu. Sério. De várias maneiras. Desde, nossa, como...