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Show de horror no Congresso dos EUA. É um esquenta para Brasil 2023?

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Quando a nação que se orgulha de se considerar a maior democracia do mundo passa o que passou nesta quarta-feira, dia 6 de janeiro de 2021, é explícito que as coisas estão feias. Muito. Infelizmente não pode ser surpresa. Movido por um presidente que mais parece aquela criança que não aceita perder, aliado a uma poderosa rede de desinformação e milhares que levam supremacista-racista-fascista a sério detonaram uma cicatriz gigante em Washington. Por sorte, no Capitólio, a democracia balançou, mas não capitulou. Stephen Levitsky, autor do livro Como as Democracias Morrem (ainda vou ler), diz que o autogolpe Trumpista fracassou por não ter tido apoio militar. Opinião de peso. Do lado de cá, os sem-noção torceram para que desse certo a invasão ao congresso estadunidense, e nem deram bola para os quatro mortos. Para estes, Vidas de Quem Quer Que Seja Não Importam. Preferiram ver o copo de ódio meio cheio. Imaginam em suas mentes, ainda em silêncio ou já nem tanto, como trazer o know-how ...

Eleição no país dos outros é refresco

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  Cobertura para eleição de presidente que não seja a do Brasil é uma coisa Dancin Days. Solte suas feras, caia na gandaia, porque qualquer coisas está longe daqui mesmo (?!). Olha só o exemplo – e que exemplo – mais recente. A do United States of America. “Decisão emocionante”. “Momentos de tensão”. Tenho minhas dúvidas se são termos apropriados. A capacidade de muitos para transformar as coisas em novelas, peças de ficção, é incrível. Quando escuto isso da boca dos especialistas penso: “What?”. Gente, achei que, neste caso, a situação envolve só a nação mais influente do Ocidente. Deve ser meus cabelos brancos. Hora de brincar (?), vale um meme, uma tirada, mas em programa, jornais, sites jornalísticos sei lá… parece querer tirar o tão quão sério são esses dias. Por outro lado, e já vem de outros quadriênios, interessante é chamar abertamente um lado de candidato conservador, o outro liberal, até comunista, quando há. O cenário muda quando olhamos para o próprio umbigo, a noss...