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Na Copa, torça para o que você quiser

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  E aí, beleza?! Animada, animado? É daqueles que hoje olha para uma camisa amarela e fica meio assim…? É, eu sei. Compreensível. Daí lembra as bolas fora do Neymar, do Tite – este em resposta desrespeitosa ao ser questionada pela repórter sobre a “unanimidade” Daniel Alves -, e outros. Muitos outros. Tem muita gente que comemorou o resultado das eleições e vai nessa corrente pra frente humo ao hexa. No melhor estilo uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Alguns falam em ressignificar a “amarelinha”. Outros já são do time de mudar a cor do uniforme. Normalmente, quando a bola começa a rolar, a maioria deixa o ranço, a raiva de lado, e torce. Tranquilo, sem problemas. Isso aconteceu até em plena ditadura, 1970. Muitos que eram contra o denominado ópio do povo comemoraram mesmo que timidamente o tricampeonato. Nem é uma coisa só nossa. Vide a Argentina em 1978. Com a diferença é a de que lá, o acerto de contas em virtude dos anos de chumbo chegou. Já aqui… Volto a 2022. em...

Futebol feminino marcou um golaço. Queira você, ou não

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E aí, beleza?! Mais de 40 mil de público em Itaquera para ver a final do Brasileiro das mulheres. Recorde sul-americano em duelos entre times.  Foi de emocionar. Tamires, Gabi Zanotti, Bruna Benites, Arthur Elias, e companhia. Sabe, o sucesso delas é um traço de esperança não só no futebol feminino. Para o Brasil. Óbvio, tem muito, mas muito mesmo, a melhorar. Para ter uma ideia, a premiação da CBF pelo título foi de R$ 1 milhão. O valor é cinco vezes maior que em 2021. Acho que um vencedor(a) de Big Brother fatura mais. Comparação grosseira, talvez. No Brasileiro da Primeira Divisão dos caras, a CBF paga R$ 11 milhões este ano. Para o décimo sexto lugar. Pois, é. O campeão, provavelmente o Palmeiras, recebe R$ 33 milhões. Este sábado é motivo de festa, deixemos os reclames para outro dia. Ou, não. Tá bom, só mais uma. Aqui, em Mato Grosso do Sul, há mais ou menos duas décadas, o governo estadual, independente de que partido foi ou seja, banca uma parte do campeonato “profissional”...

CBF se mostra contra o racismo no futebol. Hoje, é difícil dar um crédito

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  Opa, e aí, beleza?! Presta atenção nessa sua babaquice. Pois, como eu já disse, racismo é burrice. Na verdade, o começo aí não é meu – me falta capacidade, óbvio. É da música Lavagem Cerebral – ouve aí no YouTube  https://youtu.be/YtzkDf_bcjI  do Gabriel O Pensador, de 1993. Aliás, foi o primeiro álbum dele e, pode ser que soe um pouco datado, mas segue muito interessante. Talvez o gatilho para essa música vir à minha cabeça foi o garboso evento promovido pela CBF, nesta semana com o didático nome de Seminário de Combate ao Racismo e à Violência no Futebol. Meu ceticismo fez eu dar pouca importância. O evento lá no Rio de Janeiro contou com bastante gente de peso. Não discutirei o quanto pesa. Até Gilberto Gil participou da bagaça. Minha desconfiança é com a CBF e o modo que o futebol é encarado no país. Em 2021, foram registrados 158 casos de discriminação. Desses,124 só no esporte mais popular do Brasil. Mais da metade (64), só de Racismo. Os demais, tão graves quanto...