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Novamente, o esporte tem de parar de se achar um mundo à parte

  E aí, beleza?! Que o esporte tem a competitividade como um dos seus alicerces, todo mundo sabe. Que leva a imagem de fazer um bem à saúde, idem. Vide o clássico “mente sã em corpo são”. Que contribui para a sociedade ao fazer quem pratica saiba aceitar e compreender que a derrota faz parte da vida, também. Que em seu ideal carrega a bandeira do espírito olímpico, na qual o respeito entre os povos, às diferentes culturas, ao incentivo, ao intercâmbio entre pessoas de lugares distantes, certeza. Tudo muito bem, tudo muito bom. Só que não. O lado ruim do esporte tem de ser discutido, combatido, e, se for o caso, haver punição. Faz parte de viver em sociedade. Sei, parece um chavão, um crônico repeat. Porém, enquanto não haver evolução em questões como violência, racismo, homofobia, entre outras mazelas, é necessária a cobrança, a vigilância. No caso do Wallace, multicampeão no vôlei, por que o corporativismo? Ou a falta dele, a depender do ponto de vista? A falta de posicionamento d...

E se o tal jogador fosse ianomâmi?

  E aí, beleza?! O título do post é, óbvio, uma provocação. Sobre o caso do jogador Daniel Alves, aquele  “que transcende o futebol”, segundo o agora ex-técnico da Seleção, o que mais escuto não deveria me surpreender. Mas, surpreende. “Coitado dele, vai perder tudo o que ganhou”. “Está na cara que ela quer tirar um dinheiro dele”. “A mulher dele o defende porque ainda não teve tempo de pegar uma parte do dinheiro”. Tento argumentar que a suposta vítima – e parece ser, sim e muito - é quem teve a vida destroçada. Imagina o trauma. Ela não quis fazer nenhum tipo de acordo financeiro para resolver a situação. Machismo que vem esmagadoramente de homens, mas também encontra eco em muitas mulheres, segue muito forte. Em uma viagem digna de bons animes, ou desenhos que usam o fantástico imaginário para passar muitas mensagens bacanas - as vantagens de ser um pai com filhos que gostam destas obras – qual seria o ponto de vista caso o acusado tivesse saído de uma reserva indígena. E s...

CBF se mostra contra o racismo no futebol. Hoje, é difícil dar um crédito

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  Opa, e aí, beleza?! Presta atenção nessa sua babaquice. Pois, como eu já disse, racismo é burrice. Na verdade, o começo aí não é meu – me falta capacidade, óbvio. É da música Lavagem Cerebral – ouve aí no YouTube  https://youtu.be/YtzkDf_bcjI  do Gabriel O Pensador, de 1993. Aliás, foi o primeiro álbum dele e, pode ser que soe um pouco datado, mas segue muito interessante. Talvez o gatilho para essa música vir à minha cabeça foi o garboso evento promovido pela CBF, nesta semana com o didático nome de Seminário de Combate ao Racismo e à Violência no Futebol. Meu ceticismo fez eu dar pouca importância. O evento lá no Rio de Janeiro contou com bastante gente de peso. Não discutirei o quanto pesa. Até Gilberto Gil participou da bagaça. Minha desconfiança é com a CBF e o modo que o futebol é encarado no país. Em 2021, foram registrados 158 casos de discriminação. Desses,124 só no esporte mais popular do Brasil. Mais da metade (64), só de Racismo. Os demais, tão graves quanto...

A bola do Brasil anda murcha, murcha

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E aí, beleza?! Mais ou menos, né?!  E, quando acha que não tem como piorar, o dono da bola consegue fazer, novamente, o país passar vergonha. Não temos um dia de sossego. Copa América. Fala a real, você nem sabia que ia ter isso. Ou, nem lembrava. Agora, deve puxar da memória algum conhecido que sofre ou sofreu com a pandemia. Se a Argentina não quis, os colombianos tão pouco – certo, por outros motivos – qual o benefício para o “país do futebol” nesta altura do campeonato? Parece que não poderá ter público no estádio, assim, parte turística vai lucrar o quê? No campo da economia, a perspectiva é de um zero a zero contra nós. Compensa o risco? Maior bola fora. Dizem que é para desviar a atenção do pessoal. Isso aí, pare de se preocupar com CPI, privatização, preço da gasosa, alimento caro, corte bilionário da verba na educação, “Eu banco a Copa América”. Ué? e eu que achava que futebol deste tamanho era coisa privada… Sei lá, detonaram o governo que trouxe a Copa do Mundo, a Olimpí...

Maradona virou deus porque foi muito humano

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  A primeira lembrança mais forte que tenho de Dom Diego é 1986. Copa do Mundo do México, eu então com oito anos. O mesmo mundial em que rezei para a seleção brasileira na hora dos pênaltis com a França. Me deliciei a ver o camisa dez a desfilar naquele torneio que terminou em um passe magistral para que a Argentina derrotasse com gol de Burruchaga a Alemanha na final. Quatro anos depois, deu o gol para que o Caniggia eliminasse o Brasil na Itália. Cá para nós, a equipe canarinho era muito mal treinada por Lazaroni. Então, sem ressentimentos da minha parte. E, pensar que hoje em dia, a seleção da CBF, de Tite e companhia parece ser muito mais um fardo. Conversa para outra hora. Confesso, teve época em que achei o craque nascido em Lanús uma mala. De mal com a vida, mau perdedor talvez. Antes, me fez gostar de futebol italiano sobretudo o Napoli. Onde teve como parceiro outro craque de bola: Careca. Quando encerrou a carreira de jogador, comecei a entender a admiração quase autofá...