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É preciso levar a sério para que voltem, no máximo, a só matar aulas

  Opa, beleza?! Acho que o título ficou meio tenso, se virou um gatilho, perdão. Pode dar zero. Semana pesada para quem, de alguma forma, tem algum tipo de envolvimento com escolas. Só em 2022 e 2023, o número de ataques em escolas no Brasil já supera o total registrado nos 20 anos anteriores, segundo pesquisadores. Não pode ser mera coincidência o fato de, uns anos para cá, o discurso agressivo-bélico ter contribuído para a escalada das tragédias. Tem uma matéria da BBC News Brasil sobre isso, e tá interessante. Olha, recomendo a você buscar informações de especialistas sobre o assunto. Por aqui, do meu lado, empírico misturado com um quê de emocional, a missão é sempre tentar acessar fontes confiáveis e sempre fugir de explicações simplórias. Como “é falta de de educação em casa”, o autor de ataques como este “já tinha tendência, era problemático, mesmo”. Por mais doloroso de escutar, do que sucessões de opiniões pré-concebidas, soa menos pior o “o que está acontecendo com esse p...

Demorei para ler. Valeu e pena. Antifa é manual para seguirmos em alerta

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E aí, beleza?! As coisas andam cada vez mais instantâneas nesse mundo de hoje, né?! Olha, na contramão, por vários motivos – todos provocados por este que escreve, sem desculpas - só terminei de ler Anfita – O Manual Antifacista, da editora Autonomia Literária. O processo foi lento. Para começar, lembro que soube da existência do livro de Mark Brady – lançado nos EUA em 2017 - pelo podcast Chutando a Escada. Em novembro de 2019! Pois, é. Até fiz um post na época – ainda no antigo Blog do Kishô (aliás, volte e meia penso em retornar ao nome de outrora) sobre o episódio em que os caras entrevistaram o professor Acácio Augusto (Unifesp). Ainda hoje, um dos melhores episódios do Chutando, e olha que tem uma pá e segue bem bacana o trabalho dos caras. Quem passa por aqui volte e meia sabe que curto as entrevistas feitas principalmente pelos professores Filipe Mendonça e Geraldo Zahran. Na época, comentei com um amigo, o Lúcio, também conhecido como Géla. Daí, em março de 2020 ele me descolo...

Novamente, o esporte tem de parar de se achar um mundo à parte

  E aí, beleza?! Que o esporte tem a competitividade como um dos seus alicerces, todo mundo sabe. Que leva a imagem de fazer um bem à saúde, idem. Vide o clássico “mente sã em corpo são”. Que contribui para a sociedade ao fazer quem pratica saiba aceitar e compreender que a derrota faz parte da vida, também. Que em seu ideal carrega a bandeira do espírito olímpico, na qual o respeito entre os povos, às diferentes culturas, ao incentivo, ao intercâmbio entre pessoas de lugares distantes, certeza. Tudo muito bem, tudo muito bom. Só que não. O lado ruim do esporte tem de ser discutido, combatido, e, se for o caso, haver punição. Faz parte de viver em sociedade. Sei, parece um chavão, um crônico repeat. Porém, enquanto não haver evolução em questões como violência, racismo, homofobia, entre outras mazelas, é necessária a cobrança, a vigilância. No caso do Wallace, multicampeão no vôlei, por que o corporativismo? Ou a falta dele, a depender do ponto de vista? A falta de posicionamento d...

E se o tal jogador fosse ianomâmi?

  E aí, beleza?! O título do post é, óbvio, uma provocação. Sobre o caso do jogador Daniel Alves, aquele  “que transcende o futebol”, segundo o agora ex-técnico da Seleção, o que mais escuto não deveria me surpreender. Mas, surpreende. “Coitado dele, vai perder tudo o que ganhou”. “Está na cara que ela quer tirar um dinheiro dele”. “A mulher dele o defende porque ainda não teve tempo de pegar uma parte do dinheiro”. Tento argumentar que a suposta vítima – e parece ser, sim e muito - é quem teve a vida destroçada. Imagina o trauma. Ela não quis fazer nenhum tipo de acordo financeiro para resolver a situação. Machismo que vem esmagadoramente de homens, mas também encontra eco em muitas mulheres, segue muito forte. Em uma viagem digna de bons animes, ou desenhos que usam o fantástico imaginário para passar muitas mensagens bacanas - as vantagens de ser um pai com filhos que gostam destas obras – qual seria o ponto de vista caso o acusado tivesse saído de uma reserva indígena. E s...

A dica da vez é para sua segurança

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  E aí, beleza?! Inesquecíveis dias 29 e 30 de outubro. Escrevo em pleno Dia dos Finados. Quarta-feira. Só agora acho que começo a assimilar o turbilhão de emoções. Sábado, alegria, saudações aos rubro-negros. No domingo, acho que mais alívio do que tudo. Ainda não acabou. A rodovia para uma certa normalidade é longa. Muitos bloqueios no caminho. Sigamos alerta. Ou, com medo. Faz parte. Em mais um momento “atrasado estou um pouco, sim”, assisti ao Relatos do Front – A Outra Face do Cartão Postal, no Canal Brasil. Tem na Globoplay, porém somente para assinantes, eu acho. Não tenho pacote. O Relatos é um documentário dividido em quatro partes e, pelo que entendi, dá sequência ao filme Relatos do Front, de 2018, que não assisti. A série tem direção de Renato Martins e enfoca principalmente o Rio de Janeiro. “Através dos relatos de policiais, mães e ex-criminosos, conheceremos o lado mais sombrio do Rio de Janeiro, que enfrenta problemas sérios quando o assunto é segurança pública”, es...

CBF se mostra contra o racismo no futebol. Hoje, é difícil dar um crédito

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  Opa, e aí, beleza?! Presta atenção nessa sua babaquice. Pois, como eu já disse, racismo é burrice. Na verdade, o começo aí não é meu – me falta capacidade, óbvio. É da música Lavagem Cerebral – ouve aí no YouTube  https://youtu.be/YtzkDf_bcjI  do Gabriel O Pensador, de 1993. Aliás, foi o primeiro álbum dele e, pode ser que soe um pouco datado, mas segue muito interessante. Talvez o gatilho para essa música vir à minha cabeça foi o garboso evento promovido pela CBF, nesta semana com o didático nome de Seminário de Combate ao Racismo e à Violência no Futebol. Meu ceticismo fez eu dar pouca importância. O evento lá no Rio de Janeiro contou com bastante gente de peso. Não discutirei o quanto pesa. Até Gilberto Gil participou da bagaça. Minha desconfiança é com a CBF e o modo que o futebol é encarado no país. Em 2021, foram registrados 158 casos de discriminação. Desses,124 só no esporte mais popular do Brasil. Mais da metade (64), só de Racismo. Os demais, tão graves quanto...