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Mãos Sobre a Cidade é antigo, político, e tem muito de hoje

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E aí, beleza?! A dica da vez é das antigas, vai completar 60 anos. Pincei de um tuíte do André Barcinski, no começo deste mês, um dos caras que mais manja de sétima arte e música neste país. No post, ele escreveu assim: “Um clássico do cinema político italiano está no Youtube, com legendas em português: "Mãos Sobre a Cidade" (1963), de Francesco Rosi. Rod Steiger faz um inescrupuloso empresário do ramo imobiliário. Grande filme...”. Pronto, precisa mais? Dias depois fui conferir a produção do diretor que, entre outras coisas, dirigiu Lucky Luciano (1973), e uma versão da ópera Carmen (1984), com direito a participação de Plácido Domingo. Para variar, não assisti a nenhum dos dois. Agora, Mãos Sobre a Cidade, sim. Olha, aviso que é daqueles filmes para quem gosta de bastante diálogo. Política. Problema social. E, por aí vai. Se não for a sua, o risco de cair no sono existe. O longa em preto e branco tem pouco mais de hora e meia, e a história - não é real, mas que poderia ser,...

Dois meses para o 31 de março. Dá para relaxar?

E aí, beleza?! Faz três meses do dia 30 de outubro. Achei que as coisas estariam melhores. A depender do ponto de vista, estão. Ao menos, como em um mórbido toque de mágica, agora surge aos montes as ações do desgoverno por qual sangrou o país principalmente entre 2019 e 2022. Manifestar surpresa como as mortes em massa de humanos é pura hipocrisia da classe sem classe que manda neste país. Bem como demais que se acham ricos, o que amam puxar saco de ricos. Sem noção. Admite logo que não gosta de índio, é cruel, triste, mas sincero. Pensar que, se falar ao contrário, o risco de ser xingado é tanto quanto. A que ponto chegou. E dá-lhe o discurso de país dividido, polarizado. Lembro quantas vezes considerar necessário: você apoiar a violência, o extermínio de quem é diferente de você jamais estará na mesma balança de você acreditar que todo mundo tenha direito ao básico, e de se expressar. Na paz. No estilo “mantenha os amigos por perto, mas mantenha seus inimigos mais próximos ainda”, a...

Quando tolerar não é uma opção

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E aí, beleza?! Até quando vão fingir que está tudo bem? Me surpreende o quanto o pessoal que diz ter sofrido, e sofreu mesmo, e até hoje é alvo de perseguição por alas extremamente conservadoras teima em subestimar os “malucos” que não aceitam a derrota via forma democrática. Se quem manda deixar seguir a toada “o brasileiro é um povo cordial”, “as coisas se ajeitam sozinhas”, “já voltamos ao normal”, o meu medo/tristeza/raiva/vergonha para com os caminhos deste machucado país seguirá tão ou maior de que quando começou a me atingir para valer estes sentimentos depressivos, em 2016. Será que não aprenderam nada com os anos de chumbo, seguido por um passar de pano nas atrocidades feitas por quem é pago para proteger?  Será que permanecem a ignorar o mal monstruoso em potencial que faz as redes sociais? O principal propulsor do que ocorreu 2016 e aterroriza corações e mentes que ousam contrariá-los. Passou da hora, meses, anos, da internet de fato, no Brasil, deixar de ser terra sem l...

No discurso, 2023 começou bem

  E aí, beleza?! Feliz 2023, em todo caso. Porque como disse em um grupo, 2022… tá loco! Ano que começa e a lista de desejos para o seu bem estar é algo (inconscientemente) obrigatório. Boa sorte, aí. Se eu puder ajudar, só dizer. Se quiser me dar um help, agradeço. Em todo caso, o PIX sempre está à disposição. Brincadeira. Ou, nem tanto. Dentre as promessas, está a de escrever mais por aqui. Pelo menos duas vezes por semana. Faz parte do meu processo de disciplina, foco, contra a auto sabotagem crônica que por vezes toma conta deste ser que escreve. Se vai rolar, só os meses que seguirão dirão. Fato mesmo é que, agora, temos um presidente. Podemos discordar, debater, criticar. Entretanto, foi nítida a diferença de discurso deste 1 de janeiro de 2023, para o virulento e agressiva metralhadora verbal proferida em 1 de janeiro de 2019.  A “fuga” de avião do agora ex-presidente, me arremeteu na lembrança o fim da novela Vale Tudo. A inação dele e de seu vice acabou por abrir aind...

Por inserções imediatas de alívio e esperança após a eleição

“Maria, Maria, É um dom, Uma certa magia Uma força que nos alerta Uma mulher que merece Viver e amar Como outra qualquer Do planeta Maria, Maria, É o som, é a cor, é o suor É a dose mais forte e lenta De uma gente que rí Quando deve chorar E não vive, apenas aguenta Mas é preciso ter força, É preciso ter raça É preciso ter gana sempre Quem traz no corpo a marca Maria, Maria, Mistura a dor e a alegria Mas é preciso ter manha, É preciso ter graça É preciso ter sonho sempre Quem traz na pele essa marca Possui a estranha mania De ter fé na vida...” Ê Miltão… 80 anos de Nascimento completados no último dia 26. A composição acima, para quem não lembra ou não sabe é dele, ao lado de Fernando Brant. Poderia ficar a falar dele, coisa boa desse Monstro Popular Brasileiro tem de monte. Humildemente, me abstenho. Estou longe de ser um fã daqueles, especialista e tal. Foi mais uma inspiração. Pus This is Milton Nascimento de playlist enquanto digito por aqui. É uma baita motivação para saber quanta...

Lutar, vencer, cair, levantar. E, se motivar

  “O treinamento político não é apenas ler um livro, mas é uma forma de entender a vida, e entender o destino pessoal no destino político. Isso é luta, é debate, é um esquema mental, é um esquema moral e um esquema lógico”. Opa, frases livremente tirada do contexto, assumo. São do Álvaro García Linera, de uma entrevistada em 25 de outubro de 2020. Interessante coincidência, quase dois anos certinho. Para chegar até essa entrevista reproduzida no Brasil de Fato, tropecei primeiro em um tuíte retuítado e comentado pela Tainá Jara. É do @orapronorbs. Nele tem um trecho em vído(ops, é vídeo, corrigido após a publicação) da fala do ex-vice presidente da Bolívia. Em cima, escrito: “Legendei esta fala do ex-vice-presidente boliviano, Álvaro García Linera, sobre recuar e se reorganizar. Sempre volto a este vídeo quando me sinto desanimado. É sobre esperança sem ingenuidade. Espero que contribua para que outras pessoas também se inspirem.” Realmente, dá uma dose de ânimo. Estou longe de ser...

Eleição, o primeiro turno com o copo meio cheio. E o meio cheio de cólera

  E aí, beleza?! Alguns dias já se passaram do primeiro turno, muita gente já no modo segundo turno, e sigo confuso. Tem o copo meio cheio, gente bacana se elegeu principalmente para deputados federais. Representantes de minorias, mulheres, travesti, negros, negras, e por aí vai. Aqui, em Mato Grosso do Sul, sério, acreditava em uma vantagem bem maior a favor dos super conservadores/demagogos/ hipócritas na votação para presidente. Tipo 60% para cima. Não chegou a 53. E tem o copo meio cheio. De cólera. Praticamente todos os que passaram em algum ministério deste desgoverno, responsáveis por esse cenário deprimente atual, receberam o aval de boa parte dos brasileiros para seguir com a porradaria em todos os aspectos. Em nome de deus e da família. Deles. Sem contar os pleitos para governadores...difícil. Obrigado, Nordeste! Domingão, plantão de eleições, dia 3, parei de trabalhar por volta da meia noite. Mais triste e desanimado do que cansado. Nas redes e na boca dos “especialistas...