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Liderança feminina em favelas de Campo Grande parece amor de mãe. Já viu?

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E aí, como não estão as coisas? Sei, talvez você seja daqueles ou daquelas para quem o Dia das Mães é somente mais uma uma data meramente comercial. Para vender. Pode ser... Se der eu compro. Nem que seja uma lembrança para lembrar de quem, no meu caso, está sempre presente. Minha véia e a patroa, mãe dos nossos filhos. Se o Brasil tá osso, com massacre, genocídio, vacina em falta, cloroquina de sobra... Imagine para quem é mãe. Lidera. Na dica de hoje, a estética é um detalhe. O conteúdo é e sempre tem de ser o mais importante. Questão de classe. Literalmente. Atrasado sou um pouco sim e muitas vezes não me encaixo. Diferente da Marly, da Paula, da Gisele, e da Graciele. Mães e mulheres fortes. São quatro episódios - o último saiu esta semana - que estão lá no canal da Central Única das Favelas MS, a Cufa MS. Sobre lideranças femininas nas favelas de Campo Grande. Ops, comunidade que é para “ficar mais bonito” para as autoridades, corrige com certo tom de ironia a Graciele, da Co...

A pandemia acelerou os dilemas do cinema. Entrevista longa-metragem com Clayton Sales

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  Um ano de pandemia e a impressão é a de que o tempo passou como um filme. Daqueles bem arrastados, e, até o momento, com os vilões por cima. Uma negação. Sigo na esperança de haver uma continuação melhor. Para nosotros e para os apreciadores da sétima arte. Porém, a cada dia que passa parece que sentimos mais e mais a tragédia na película. Ops, na pele. Se achou o trocadilho ruim, talvez o outro seja tanto quanto. E se o Assunto é Cinema. Aalas, trocadilho mais batido que reprise de tevê, “culpa” do entrevistado e responsável pela receita deste post: falei com o jornalista/professor/ radialista/músico, Clayton Sales. Uma das pessoas que mais manjam de imagem e som no Mato Grosso do Sul, com certeza. Introdução bem amigável (pode pular) Muito camarada de outro gente boa que sempre contribui com o DK: Marcelo Rezende, músico e jornalista. Passou da hora dele trocar outra ideia por aqui. A outra faz tempo, e era sobre lives   Pô, o Clayton é outra figura que poss...

Para Marinete Pinheiro, Dia da Mulher é mais que carinho, manifesto

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  Difícil é sair do lugar do comum quando se quer falar sobre estas datas. A responsa é grande. O legal de ter um blog é sair da zona de conforto. Difícil é evitar os clichês, sei lá se fui bem sucedido. Em todo caso, gostei bastante de falar e, depois de ler o que a Marinete Pinheiro respondeu sobre o Dia da Mulher. Sete questões que trataram do (mundo) audiovisual e, algumas coisas mais. “ A mulher que representa o MS é aquela que traz na sua vontade de ser o amor por este lugar”, falou a cineasta. De quebra, ela indicou cinco filmes com elas no comando. Atenção: se quiser, pode pular a Introdução estilo camarada e sinceridade constrangedora e ir para o que interessa. Introdução A dica foi do Marcelo Rezende, que sempre dá uma força. Uma hora, temos de trocar ideia novamente e registrar aqui, na farmacinha. “Tem a Marinete, ela fez uns documentários, gente boa, é coordenadora do MIS (Museu da Imagem e do Som de Campo Grande-MS)”, falou o amigo. Beleza, manda o co...

Mais que esporte: Cowboy de Aço deixa claro que estamos na mesma canoa. Um 2021 mais solidário, por favor

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  Opa, e aí? Como foi de Natal? Espero que tenha passado bem. Se não é do seu costume, que tenha sido um começo de feriado prolongado, de repente. Já adianto e mando um 2021 tudo de bom para você. Nem vou dizer que pior que 2020 é impossível porque acho que desde 2016 caio nessa. Melhor esperar… O legal é que este fim de ano falei, quer dizer mais escutei, duas pessoas muito, muito bacanas, mesmo. Uma foi o Eduardo Kobra, que falou demais (se não leu, vai na boa, pode clicar aqui ). A outra foi o Cowboy de Aço, Fernando Rufino. Um dos melhores da canoagem paralímpica do Brasil. O sul-mato-grossense de 35 anos mandou os áudios para umas perguntas que fiz. Foi uma quarta-feira, dia 16. Para o jornal O Estado MS. E, vou fazer questão de reproduzir as respostas, porque foi com emoção. “Rufino, acabei de escutar seus áudios. Rapaz, fiquei até meio emocionado. Torcemos juntos para que dê tudo certo no ano que vem. Obrigado mesmo pelas respostas. Abração”, foi o que respondi ...

Eduardo Kobra falou ao Drugstore Kishô: Mil faces de um homem mural

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E, deu certo. Esse esforçado bloguinho, tão novo, pequenino e já perseguido – por motivos sinistros não é possível compartilhar diretamente os posts via Instagram e Facebook – conseguiu umas respostas da importância e do tamanho das obras desse cara: Eduardo Kobra. O paulistano nascido na periferia da zona sul esteve por estas bandas, Mato Grosso do Sul, para deixar a sua marca em Coxim. Cidade com ares pantaneiras, a 217 km de Campo Grande, que foi palco da homenagem do Kobra. Que pintou Zacarias Mourão, o tiozinho do Meu Pé de Cedro. Se não entendeu, nada, aproveita e vai pesquisar. Aliás, conhecimento foi a base do que o ícone do muralismo brasileiro disse ao Drugstore Kishô. Obviamente, repetiu várias vezes tal qual um mantra. As questões sobre seu início na carreira, lá no fim dos anos 80, até a pluralidade cultural – que vai do hip-hop, cita John Coltrane e desagua em Luan Santana, sul-mato-grossense que também ajudou o cidadão do mundo de 45 anos a cair aqui no mundão de Mato...

Sugestão clima fim de ano: Descasque a Boneca Russa

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  Quem já viu pelo menos uma temporada ou uns dois três episódios de Orange is The New Black, sabe do que a voz rouca/inconfundível de Natasha Lyonne é capaz. Mexe com os sentimentos que vão desde o sarcasmo até a incompreensão. Foi ela que me fez pacientemente assistir a conta-gotas Boneca Russa, ou Russian Doll. Da Netflix, dizem que terá mais uma temporada, mas sei lá se precisa. É bem bacana que a preocupação é cagarem tudo com continuação. Óbvio, se tiver, assistirei. Esta nova-iorquina de 41 anos também é uma das responsáveis pela criação da Boneca Russa. Basicamente, o lance do filme é que ela morre uma vez. E, no capítulo seguinte, morre de novo. E, outra vez e por aí vai. Sempre volta ao mesmo banheiro em que rola sua festa de aniversário. Daí ela tenta não morrer. E você pensa que a graça da história está nisso. Previsivelmente um gato e rato para driblar a morte. São oito episódios, pá pum. Natasha, no papel de Nadia, segura bem a série. Que conta mais tarde...

Maradona virou deus porque foi muito humano

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  A primeira lembrança mais forte que tenho de Dom Diego é 1986. Copa do Mundo do México, eu então com oito anos. O mesmo mundial em que rezei para a seleção brasileira na hora dos pênaltis com a França. Me deliciei a ver o camisa dez a desfilar naquele torneio que terminou em um passe magistral para que a Argentina derrotasse com gol de Burruchaga a Alemanha na final. Quatro anos depois, deu o gol para que o Caniggia eliminasse o Brasil na Itália. Cá para nós, a equipe canarinho era muito mal treinada por Lazaroni. Então, sem ressentimentos da minha parte. E, pensar que hoje em dia, a seleção da CBF, de Tite e companhia parece ser muito mais um fardo. Conversa para outra hora. Confesso, teve época em que achei o craque nascido em Lanús uma mala. De mal com a vida, mau perdedor talvez. Antes, me fez gostar de futebol italiano sobretudo o Napoli. Onde teve como parceiro outro craque de bola: Careca. Quando encerrou a carreira de jogador, comecei a entender a admiração quase autofá...