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Tarja Branca nos faz lembrar como brincar era um baita remédio

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  E ai, beleza?! A dica de hoje saiu de uma sugestão da Gama Revista, que semana passada veio com uma newsletter com o tema “Como foi a escola?” Bem apropriado, né. Já tem gente que teve ir para a escola, outras começarão o ano de estudar nos próximos dias. De lá, me interessei pela recomendação Tarja Branca – A Revolução que faltava. É daquelas coisas que, tive a sorte de encontrar antes tarde do que nunca. Um documentário produzido há quase dez anos (2014), dirigido por Cacau Rhoden, com roteiro de Marcelo Nigri. Em 1 hora e 20 minutos o documentário tem como partida o brincar, o brinquedo. Sua magia, a sensação de liberdade, o sair dessa robotização. Depoimentos para todos os gostos: José Simão, Alberto Ikeda, Domingos Montagner, Wandi Doratiotto, Antônio Nóbrega, entre muitos nomes conhecidos. Outros, nem tanto, mas com o mesmo peso e conhecimento. Em especial, deu uma sensação boa a energia de Lydia Hortelio. A professora de música e pesquisadora baiana é daquelas que transcen...

A dica da vez é para sua segurança

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  E aí, beleza?! Inesquecíveis dias 29 e 30 de outubro. Escrevo em pleno Dia dos Finados. Quarta-feira. Só agora acho que começo a assimilar o turbilhão de emoções. Sábado, alegria, saudações aos rubro-negros. No domingo, acho que mais alívio do que tudo. Ainda não acabou. A rodovia para uma certa normalidade é longa. Muitos bloqueios no caminho. Sigamos alerta. Ou, com medo. Faz parte. Em mais um momento “atrasado estou um pouco, sim”, assisti ao Relatos do Front – A Outra Face do Cartão Postal, no Canal Brasil. Tem na Globoplay, porém somente para assinantes, eu acho. Não tenho pacote. O Relatos é um documentário dividido em quatro partes e, pelo que entendi, dá sequência ao filme Relatos do Front, de 2018, que não assisti. A série tem direção de Renato Martins e enfoca principalmente o Rio de Janeiro. “Através dos relatos de policiais, mães e ex-criminosos, conheceremos o lado mais sombrio do Rio de Janeiro, que enfrenta problemas sérios quando o assunto é segurança pública”, es...

A dica de hoje é um lixo antigo, mas extraordinário

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  Chegando a hora, hein?! De separar as coisas boas, ou nem tanto, das péssimas. Do que vale a pena reaproveitar, reciclar, do que é lixo na acepção mais abjeta possível. Vem do lixo, ou melhor, do aterro sanitário, a dica da vez. O tradicional momento, Atrasado, Eu tô um pouco sim, Tô, eu acho. Lixo Extraordinário, de 2010. Assisti na Netflix, mas parece que tem para assinantes da Globoplay, e Telecine, e até no YouTube.  Adianto que sou fã do Vik Muniz faz mó tempão. Acho que desde eu vi uma reportagem dele na Revista Trip, da época em que havia bancas de revistas espalhadas no centro de Campo Grande e vendiam...revistas. Por baixo, fim dos anos 90 começo dos 2000. O paulistano, hoje em seus 60 anos, fez umas obras que retratavam caras famosas com base em alimentos – macarrão, chocolate, etc – e ficou muito, mas muito bacana. Vik Muniz é reconhecido mundo afora. Qualquer coisa, joga o nome dele na pesquisa e vai perceber. Então, eis que o documentário Lixo Extraordinário foc...

A dica da vez é Jogo do Bicho na cabeça

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  Quer saber pelo menos um pouco do que o Brasil virou, vai virar, ou tá virando, a depender do seu ponto de vista? Lei da Selva – A História do Jogo do Bicho te dá um Rio de pistas. Com direção de Pedro Asbeg, assisti pelo Canal Brasil, tem no Now (da Claro TV), mas tem também na Globoplay . O documentário tem quatro episódios e narração de Marcelo Adnet. Um aviso: se aparecer alguns trocadilhos perdidos por aí, foi mal. É que é difícil tratar de Jogo do Bicho sem uma certa dose de, sei lá, não achei a palavra certa. Vai assim mesmo, deve ser um sinal de sorte. Outro aviso: Creio que nem precisava, mas vai lá: quem apoia esse desgoverno federal, melhor parar por aqui. Posto isso, comecei a assistir Lei da Selva já consciente de suas boas credenciais. Embora, sem ler nada mais aprofundado sobre o documentário calcado em muita informação, muito jornalista bom, muita gente boa. Pô, só de ter o Luiz Antônio Simas já é um peso e tanto. Tem carnavalesco, vendedor, policial civil aposent...

A Música Segundo Tom Jobim merece várias notas, mas a base é uma só

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  Olha, se você me conhece, sabe que estou longe de ser bambambam quando trata-se de MPB e Bossa Nova. Aliás, esta semana Elis Regina faria 77 anos. Só uma lembrança para não sair do tom. Tenho a sorte de conhecer gente que manja bem mais do que eu. Sei lá se é a idade, oportunidade, ou a cabeça dura a amolecer, ou tudo isso junto e mais um pouco, de uns anos para cá tenho tropeçado em muitas coisas desse pessoal que trata (va?) a língua portuguesa e a música brasileira com bastante carinho e usava a insensatez só quando soava bem aos ouvidos. A Música Segundo Tom Jobim. Para variar, só assisti agora, há uma semana mais ou menos, e resolvi lembrar por aqui com a desculpa de que o documentário foi lançado há dez anos, em 2012. O documentário foi dirigido por Dora Jobim e por Nelson Pereira dos Santos. Esse mesmo, o do primoroso Vidas Secas (1963) entre outras produções de peso. O documentário sobre o Maestro foi um dos últimos trabalhos deste paulistano falecido em 2018. Ele também ...

Get back demora, mas quando acaba...

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E lá se vão dois meses desde o lançamento do The Beatles: Get back . Não vou mentir, foi uma saga para eu terminar de assistir. Eu quase desisti de ver as quase oito horas divididas em três partes. Bem Peter Jackson, responsável pela trilogia Senhor dos Anéis. Embora o material que ele teve nas mãos para montar os 468 minutos sobre os eternos garotos de Liverpool seja um bem mais precioso. O Gollum que me desculpe. Curiosamente, o material ficou guardado em um cofre por 50 anos e ninguém nunca assistiu às 57 horas de conteúdo inédito . “Gostaria de dizer que não deixei de fora nada que achasse importante e é por isso que a duração chegou ao que é hoje", falou Peter Jackson em entrevista ao site britânico NME. Então, minhas primeiras tentativas foram ainda no ano passado. Sei lá se era cansaço, ou porque achava meio arrastado a primeira parte, o sono me dava um let it be quando eu estava determinado a assistir. Cheguei a pensar que é aquela coisa “só para fãs”. Melhor, para quem é...