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A Mão de Deus integra, desintegra, contempla

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  Assisti ao The Hand of God, ou A Mão de Deus . Italiano, dirigido por Paolo Sorrentino, responsável também por A Grande Beleza, de 2013. Quero ver. Aviso aos navegantes: O título em si tem bem mais a ver com a adoração do napolitano de 51 anos por Diego Maradona do que com religião. Se bem que, para muitos, o argentino morto em 2020 tem ares divinos. O longa de quase duas horas foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro deste ano. Eu não vi os demais, porém, palpite puro, seria uma surpresa se os italianos ganhasse, Talvez um prêmio de consolação já que, mais uma vez, estão fora da Copa do Mundo. Calma, a produção filmada praticamente em Nápoles vale uma bela chance. Se não é de placa, é um gol muito bonito. Se você gosta de um bom drama, principalmente. O diretor mistura além do amor pela região sul da Italia, e por Maradona, temas que extrapolam as quatro linhas.  Machismo, traição, vazio existencial, perda na família, o sexo retratado de um ou mais jeitos, o carin...

Vale assistir Mães Paralelas porque Mãe é Mãe

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  Já viu Mães Paralelas ? É Pedro Almodóvar, então, se não assistiu e não gosta do diretor espanhol, melhor seguir assim. Quando terminei de assistir este filme lançado ano passado, pensei: “Para Almodóvar, até que é light.” Mesmo assim, preferi processar aos poucos a história nos dois dias seguintes para tentar se arrepender o menos possível quando escrever sobre a produção espanhola. Fiz bem. O longa de aproximadamente duas horas tem como ponto de partida, duas mulheres solteiras que se conhecem no hospital às vésperas de ter seus bebês, o que acontece no mesmo dia. E, o roteiro de Almodóvar trata de unir os destinos das duas e tudo que permeia as suas vidas. Uma é Janis, fotógrafa, interpretada por Penélope Cruz.  A madrilenha, figurinha carimbada nos filmes do prolífico diretor de 72 anos, assume muito bem o papel. A ponto de ser indicada para o Oscar de Melhor Atriz deste ano. De repente não é a melhor referência, mas quando ouço seu nome sempre lembro dela em Profissão d...

A Filha Perdida é para qualquer uma, mas não para qualquer um

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  A Filha Perdida é um filme muito bom. É que não vou ter o mesmo olhar de uma mulher ao assistir este longa de Maggie Gyllenhaal, ótima atriz que dá seus primeiros passos (e que passos!) na direção. Isso me incomoda, não é a mesma coisa. Se você já viu, deve ter entendido, né?! Aliás, Olivia Colman detona mais uma vez. Não vi The Crown, mas assisti A Favorita. E. na boa, ela salva o filme de 2019, tanto que ganhou o Oscar de Melhor Atriz, e ofuscou Emma Stone e Rachel Weisz. De novo, a britânica está na briga pela estatueta . A Filha Perdida, para quem está meio por fora, trata-se de uma professora de meia idade (Leda interpretada por Olivia Colman) que vai tirar umas férias em uma ilha grega, daquelas bem feias, só que não. Porém, como às vezes acontece, chega um pessoal animadão até demais e acaba com o sossego dela. Acaba de tantas formas que, se fosse só pela algazarra seria menos mal. Nesta famíla do barulho tem a Nina, uma mãe que tem uma filhinha bem espoleta. Nina em ques...

Ataque dos Cães é daqueles filmes que te fazem sentir algo

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“Um fazendeiro durão trava uma guerra de ameaças contra a nova esposa do irmão e seu filho adolescente ― até que antigos segredos vêm à tona.” Isso que é sinopse longe de querer dar spoiler essa o da Netflix para Ataque dos Cães – em inglês The Power of Dog. “Kishô, assiste aí que é um filmão, tenso...”. É, tem mais de duas horas… brincadeira. Obrigado pela dica. O filme é dirigido por Jane Campion. Aliás, também da Nova Zelândia, como Peter Jackson, de quem falei semana passada, em The Beatles - Get Back. Jacinta Ardern também é daquelas áreas. Alas, foi mal, mas tinha que dar um jeito de citar ela. Ataque dos Cães, se você não viu, pode assustar pelo título dado no Brasil. Em Portugal, parece que é O Poder do Cão. Fica de boa, garanto que a violência do jeito que primeiro vem à nossa cabeça é distante do mote principal do longa baseado em um romance homônimo escrito por Thomas Savage, em 1967. Ele faleceu em 2003, segundo o Wikipédia. Para quem espera tiro, (muita) porrada, e sangu...