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Eleição no país dos outros é refresco

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  Solte suas feras, caia na gandaia, porque qualquer coisas está longe daqui mesmo (?!). Olha só o exemplo – e que exemplo – mais recente. A do United States of America. “ Decisão emocionante”. “Momentos de tensão”. Tenho minhas dúvidas se são termos apropriados. A capacidade de muitos para transformar as coisas em novelas, peças de ficção, é incrível. Quando escuto isso da boca dos especialistas penso: “What?”. Gente, achei que, neste caso, a situação envolve só a nação mais influente do Ocidente. Deve ser meus cabelos brancos. Hora de brincar (?), vale um meme, uma tirada, mas em programa, jornais, sites jornalísticos sei lá… parece querer tirar o tão quão sério são esses dias. Por outro lado, e já vem de outros quadriênios, interessante é chamar abertamente um lado de candidato conservador, o outro liberal, até comunista, quando há. O cenário muda quando olhamos para o próprio umbigo, a nossa zona (eleitoral). Aqui, fulano raramente é caracterizado como conservador, imagine nome...

Sair da sua bolha é deixar a zona de conforto?

  Um dia desses não sei se em uma live, ou entrevista, ou nos dois, uma pessoa defendeu que geral tem de sair de suas bolhas de gente que pensa como tu e escutar o que os de fora têm para dizer. Sem discussão não há conversa, entendeu? Na mesma semana, em outro lugar, captei mais ou menos o mesmo pensamento. Essa polarização, esse “quem não pensa como eu é ignorante”, vai fazer o mundo acabar de definhar. Ou dividir de vez o planeta. Quem sabe, deixá-la plana? Encanei um pouco com isso. De como por e/ou sem perceber ficamos intolerante. Sem essa de “ah, sou de boa porquê não adoto discurso de ódio, etc’. Na real, chega uma hora que a depender do que fulano postou nas redes sociais você já torce o nariz. Sinceramente, acho que o  Dilema Social   aliado a entrevista do padre  Júlio Lancelotti , e outras cositas más, me deixou ressabiado. É difícil reconhecer que, ás vezes, você adota meio que sutilmente atitudes que condena. Faz duas semanas que adotei uma di...

Duas dicas de séries animadas para as férias

Como prometido anteriormente, para dar uma amenizada, afinal, é férias, uai, vão aí duas dicas. A primeira, mais tranquila, é Komi Can’t Communicate . É uma série animada japonesa baseada em um mangá.  Resumidamente, a história tem como protagonista Shokuko Komi, que é alçada como a aluna mais popular de sua classe, do ensino médio.  Porém, ela tem dificuldades de comunicação. Muita. Ela senta ao lado de Hitohito Tadano. Ele é um garoto “comum” e nota que Komi tem problemas pa ra relacionar. Crise de ansiedade social.   As preocupações e descobertas adolescentes são iguais mundo afora. Em Komi Can’t, são várias situações em que você já passou ou viu alguém passar. Sua filha, seu filho, vai passar. Geralmente, passa.  É bem interessante a linha entre o quase didático e o lúdico que permeia cada episódio. Às vezes, caricato aos meus olhos. Tenho de me tocar, e tentar entrar de cabeça ou na cabeça de um jovem.   Na real, ainda estou nos prímeiros capítul...

Parece que a educação no Brasil vive de castigo

Eis que chegamos nas férias escolares do meio do ano. As primeiras para valer depois do fim das principais medidas para frear o máximo possível a Covid. Embora, muitos fizeram questão de fazer o mínimo. Criançada, jovens, e afins têm de se divertir da melhor forma possível. Carpe diem. Já para mães, pais, educadores e quem se importa com o ensino no Brasil, as coisas estão longe do agradável. Ou, aceitável. Saiu na BBC Brasil , que nossa gloriosa nação desperdiça 40% do talento das crianças. Vale muito a pena ler. Encare como uma necessária lição de casa. É visível o quanto a pandemia ajudou a detonar o ensino,sobretudo de quem é pobre. Embora, por a culpa somente no vírus é coisa de ex-aluno preguiçoso que, aliás, já disse que ler não é muito a dele. Com exceção de uns poucos, geral sabe que estudar é uma coisa que se leva para a vida. Ninguém tira de você o conhecimento adquirido. Entretanto, é preciso sempre elevar o sarrafo. Aprender mais e melhor. De preferência, com incentivos de...

Sentimento de pertencimento é do bem. Mas, tá mal

Nesta quinta-feira, acordei e sei lá porquê resolvi assistir alguma coisa enquanto aprumava o café, antes de ir para o trampo. Talvez coisas que se faz quando se está só. Daí que deparei com o Mundial de Esportes Aquáticos e sua maratona de 25 km em seus finalmente. Sabia do Mundial, desconhecia a prova de tamanho percurso feito no braço. A soteropolitana – poderia usar brasileira, baiana, mas é que soteropolitana (o) soa tão legal, diferente - Ana Marcela Cunha ganhou no limite. Já publiquei em minhas redes o quanto eu achei bacana a entrevista (se tiver sem paciência o trecho a qual refiro é a partir do minuto 9:20) da agora pentacampeã mundial dada do baita repórter Marcelo Courrege – parece saber todos os idiomas na ponta da língua. Isso é das coisas que me conforta gostar tanto de esporte. Quando se aprende mais do que a modalidade, o título. Coisas para levar contigo, em sua vida. O fato dela lembrar de uma pá de gente em seus agradecimentos. Desde o piscineiro até porteiro, “nã...

O ativismo do atraso também dá voto

    E aí, beleza?! Foi mal, sem dica da vez. Hoje, o papo é para ficar mais entre nós, mesmo. Tropecei na frase do título quando lia um texto de Maria Paula Dallari Bucci, na Folha de S. Paulo, do dia 5 de junho. Nele, a professora da Faculdade de Direito da USP – sério, não sabia que ela teve passagem no Ministério da Educação do governo Lula – aborda principalmente o que está em jogo na eleição deste ano quando o assunto é ensino. Se você conseguir ter acesso ao que ela escreveu, vale muito a pena. Só que por aqui, neste famigerado post do nosso bloguinho, a frase “O ativismo do atraso também dá voto” ganha um significado muito mais amplo. Triste. Não estar nem aí para mortes de quem defende a natureza, ao mandar o crássico “também, quem mandou estar lá”, é de matar. Ou, morrer. Relegar os povos originários a segundo, terceiro plano, é coisa desumana. Eles ajudaram pacas e foram fundamentais para encontrar Dom Phillips e Bruno Pereira. Nem um obrigado mereceram das autorida...

Melancolicamente som, o segundo do Portishead faz 25 anos

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  Olha, é difícil definir o estilo de som do Portishead. A voz de Beth Gibbons é singular, de repente te leva a uma viagem interior. Em mais um aproveitamento de ano redondo (ou não), a dica é o álbum homônimo desse pessoal. O segundo, lançado em 1997, bodas de prata para o disco de 11 músicas. Muitas delas, boas para estes dias frios, ou que você tá meio assim, sabe, ao léu, ou a fim de ficar na sua. Enfim, pular carnaval ou agitar reunião de amigos pode ser meio complicado. Este disco saiu depois de três anos do primeiro trabalho do grupo, que ainda conta com Geoff Barrow, bateria, samples e adjacências, e Adrian Utley, nas cordas, o Dummy, de 1994, bom pacas. E antecedeu o Third, o terceiro disco feito em estúdio que saiu só em 2008. Então, para muitos, o álbum homônimo ficou meio ofuscado por causa do antes e o do depois. É, decidi por o “muita gente” após ver que só no Spotify, a banda tem dois milhões de ouvintes mensais. E eu achando que quase ninguém conhecia o grupo que ...