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Get back demora, mas quando acaba...

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E lá se vão dois meses desde o lançamento do The Beatles: Get back . Não vou mentir, foi uma saga para eu terminar de assistir. Eu quase desisti de ver as quase oito horas divididas em três partes. Bem Peter Jackson, responsável pela trilogia Senhor dos Anéis. Embora o material que ele teve nas mãos para montar os 468 minutos sobre os eternos garotos de Liverpool seja um bem mais precioso. O Gollum que me desculpe. Curiosamente, o material ficou guardado em um cofre por 50 anos e ninguém nunca assistiu às 57 horas de conteúdo inédito . “Gostaria de dizer que não deixei de fora nada que achasse importante e é por isso que a duração chegou ao que é hoje", falou Peter Jackson em entrevista ao site britânico NME. Então, minhas primeiras tentativas foram ainda no ano passado. Sei lá se era cansaço, ou porque achava meio arrastado a primeira parte, o sono me dava um let it be quando eu estava determinado a assistir. Cheguei a pensar que é aquela coisa “só para fãs”. Melhor, para quem é...

Não Cometa esse erro, olhe para cima

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  A mulher fala todo seu currículo, que inclui doutorado, vários idiomas, e por aí vai. Porém, o que fixa na cabeça do astronômo embasbacado pelo sucesso repentino é que ela transou com políticos poderosos. Esta parte do diálogo entre a apresentadora vivida por Cate Blanchet – que demorei para reconhecer – e o protagonista Leonardo Di Caprio é uma das partes mais emblemáticas do Não Olhe Para Cima. Só por aí já dá para ter uma dimensão do quanto é interessante o longa de pouco mais de duas horas dirigido por Adam Mckay, que também assina o roteiro. A ficção com pitadas de comédia, ou comédia com pitadas de ficção é uma obra que trata de negacionismo e muito mais. Na boa, por vezes tenho dúvidas se a realidade consegue ser menos assustadora. Apesar de Di Caprio, as mulheres roubam a cena. Meryl Streep, como presidenta, é um show à parte. Aliás, fuçando na internet “descobri” que no roteiro original, o que acontece com ela já com as letrinhas dos créditos em andamento teve de ser alt...

Nunca é tarde para conhecer Elza Soares

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  Sinceridade constrangedora, não conheço a fundo a obra de Elza Soares. Só que admiro muito ela. De verdade. Essa carioca nascida em 23 de junho dos anos 30 começou a me atrair por meio de outra lenda: Garrincha e sua biografia escrita pelo baita jornalista e escritor Ruy Castro. Como pode ver, comecei tarde, o livro foi lançado em 1995, coincidentemente meu primeiro ano de faculdade de jornalismo. Se não leu, vale muito a pena, da editora Companhia das Letras. Óbvio, o Mané é tema central. O craque mais Macunaíma do futebol brasileiro sempre me interessou mais do que o Rei. Eu tenho uma queda pelos coadjuvantes, por aqueles que carrega o piano. Vai ver isso que fez Elza Soares - nos deixou aos 9.1 - me cativar. Meu, o que o casal sofreu nos anos turbulentos que estiveram juntos é de deixar muitas celebridades de hoje no chinelo. Por todos os lados. Se hoje ainda incomoda muita gente uma relação entre uma cantora e um jogador famoso, imagine naquela época, anos 60, 70… Para aumen...

Com ou sem blog, um 2022 duca para você

  E aí, beleza?! Fim de ano perto de bater na porta sempre traz umas reflexões, ideias e tal. Dois mil e vinte um já posso dizer que foi muito osso. Talvez um dos piores. Agradeço se você fez parte das mais de três mil visualizações que o esforçado Drugstore Kishô teve nesta temporada, que teve 50 receitinhas/desabafos. Dá uma média de 60 cada, o que é legal, pois desde setembro de 2020, como é sabido, fui impedido de compartilhar links do DK no Face e no Instagram depois de um post sobre a COVID taxado como impróprio. Detalhe: era apenas o quinto post do blog, que havia começado em agosto do ano passado. E, para desanimar mais ainda, só mais tarde descobri que a minha conta do Insta tinha sido hackeada. Ou seja, só aumenta minha consideração para quem volte e meia dava uma passadinha por aqui. Então, sujeito quando fala então… lá vem. Este post aqui é mais para agradecer, vou rever parte da família, tentar recarregar as energias. Sobre o blogue, não sei se volto. Lógico, gosto mui...

Ansioso pelo Hoje é Dia de Vacina, bebê!

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  E aí, beleza?! É difícil ter um dia de sossego. Quando, enfim, o governo aprova a vacina contra o Covid para a criançada , o ser do mesmo governo abre a boca … podia deixar ela aberta para, sei lá, receber o Zé Gotinha. Cara, pelo menos dez países e a União Europeia  já liberaram ou dão a vacina para as pequeninas e os pequeninos de até 11 anos. Aqui no nosso glorioso país, vacinar criança era exemplo ao mundo até uns anos atrás. Até a falsidade chegar e, aqueles que tomaram a vacina quando ainda mijavam nas calças encampam um discurso anti-vacina em cima de histórias mais mirabolantes que desenho animado. Ei, espero que esteja vacinado contra essas coisas sem pé nem cabeça, tipo “ah, tem um chip naquele frasquinho”, ou pode passar HIV. Gente, ignorância tem cura. Informação de verdade é o remédio . . Volto à vacina para as crianças. Pessoal, infelizmente, pelo terror não vai dar certo de convencer os incrédulos. Sei, é difícil…, acho que nem eu tenho essa paciência. Mas, te...

E lá se vão 32 anos do álbum que antecedeu a trilogia icônica do Sepultura

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E aí, beleza?! Momento post aleatório da vez Olha, ia ser o trecho final do post da semana passada . Daí empolguei e aproveitei na cara dura para virar outra receita, ou dica, como preferir. No fone de ouvido, o petardo do Sepultura, de 1989, Beneath the Remains (tem no YouTube Music, Spotify, Deezer). Max, Igor, Paulo, e Andreas no álbum que antecedeu a trilogia, os icônicos Arise, que fez 30 anos agora em 2021, Chaos AD, 1993, e Roots, último com o Max no vocal, lançado há 25 anos. O Beneath foi lançado originalmente com nove músicas e é assim que lembro dele. Todas as faixas são muito muito boas. Um prenúncio do que viria principalmente nos dois álbuns seguintes e catapultariam a banda ao nível das maiores  do metal. Desde a música que dá nome ao disco, até Slaves of Pain, Primitive Future, Sarcastic Existence, e Mass Hypnosis. Esta sempre lembro de quando eles tocaram no Rock In Rio, em 91, eu tinha em uma fita VHS. A gravação tava meio tosca, até porque organização do Festival...

Falar só da eleição do ano que vem não mata a fome de agora

  E aí, beleza?! Já sabe em quem vai votar? Tudo bem, tem dez meses ainda, nem esquenta. É sério, a eleição está marcada para 2 de outubro. Imagine se esse assunto realmente está na mesa de, sei lá, 30 milhões de brasileiros que sobrevivem com até um salário mínimo. Deve ser o supérfluo do supérfluo na cesta básica das necessidades dos pobres e, nem entra, na listinha dos paupérrimos. Na minha bolha, dia sim, dia não, esse assunto de quem vai disputar a presidência – cargo vago desde 2019, convenhamos – aparece. Confesso, leio, vejo e escuto várias opiniões sobre o assunto. In ou felizmente, desfruto desse privilégio. Agora a onda é emplacar uma terceira, quarta, quinta via. Parece menos interessar o estado dessa via, e mais se ela favorece o trânsito de quem tem muita grana e manda nesse país. Esta semana, parei um pouco para refletir, sobre o diz que me diz dos pré e candidatos mais em voga no noticiário. Sabe, deu um desânimo. Talvez eu esteja bastante exigente ou com uma impre...